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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dragão Fashion Brasil 2011



Abril. Quem me dera se fosse igual ao Salão de Abril.

O Dragão Fashion Brasil, considerado o maior evento de moda autoral do país, e um dos principais no calendário da moda brasileira dá o pontapé inicial na temporada de moda cearense deste ano. Com o tema: Artesanias – Identidades da Moda, o evento tenta resgatar uma identidade por muitos considerada menos importante nestes tempos de globalização e desestruturalização, tanto das relações pessoais quanto das relações entre homem-objeto. Necessário seria, neste momento de rompimento com velhas práticas de consumo que nos levaram a questionar o real significado do consumir enquanto seres sociais, pensar qual caminho deveremos seguir.

Realmente esperávamos mais do “Dragão Pensando Moda” deste, ainda não entendemos quais as reais ações para pensar a moda enquanto movimento social, até o momento só vimos palestras de construções práticas de temas ligados a moda, como Moulage e Styling, mas enfim, o evento não se propôs a fazer isso mesmo, vamos ter esperança num futuro e espero que seja bem próximo.

Line Up oficial:

TERÇA FEIRA – 12 ABRIL

18:30 Sala 2 – Marés
JONATHAN GURGEL

19:00 Sala 3 – Barro
JOÃO SOBARR

19:30 Sala 1 – Fogo
MARK GREINER

20:00 Sala 2 – Marés
MARCIA GANEM

20:30 Sala 3 – Barro
IVANILDO NUNES

21:00 Sala1 – Fogo
MAR DEL CASTRO

QUARTA FEIRA – 13 ABRIL

16:30 Sala 3 – Barro
NOVAFAPI – Formas e Movimentos
UNIPAR – Fashion Scavengers
CEUNSP – Marajó: Tramas Hibrido Nacional
UFC – Lixúria

18:30 Sala 3 – Barro
LÁZARO DE SOUZA

19:00 Sala 1 – Fogo
CONEXÃO SOLIDÁRIA por
Lindebergue Fernandes

19:30 Sala 2 – Marés
ATHOS por Léo Macedo

20:00 Sala 3 – Barro
SÁ MARIA

20:30 Sala 1 – Fogo
MELK ZDA

21:00 Sala 2 – Marés
IURY COSTA

QUINTA FEIRA – 14 DE ABRIL

16:30 Sala 3 – Barro
FANOR – Areias que Inspiram Sonhos
UFMG – Impulsos Orgânicos
UFPI – Novas Portas para Guernica
FCC – Mulheres Cabaça

18:30 Sala 3 – Barro
MATIAS

19:00 Sala 2 – Marés
JOIOLA

19:30 Sala 1 – Fogo
MARCUSSOON

20:00 Sala 3 – Barro
SIS COUTURE

20:30 Sala 2 – Marés
PIORSKI

21:00 Sala 1 – Fogo
KALLIL NEPOMUCENO

SEXTA FEIRA – 15 DE ABRIL

18:30 Sala 2 – Marés
RONALDO SILVESTRE

19:00 Sala 3 – Barro
DIDARA por Goya Lopes

19:30 Sala 1 – Fogo
HELEN RÖDEL

20:00 Sala 2 – Marés
DONA FLORINDA

20:30 Sala 3 – Barro
WEIDER SILVEIRO

21:00 Sala1 – Fogo
WALÉRIO ARAÚJO

SABÁDO – 16 DE ABRIL

16:00 Sala 1 – Fogo
ROMMANEL

18:00 Sala 1 – Fogo
RIACHUELO

18:30 Sala 2 – Marés
SKYLER

19:00 Sala 3 – Barro
ALYSSON ARAGÃO

19:30 Sala 1 – Fogo
VITORINO CAMPOS

20:00 Sala 2 – Marés
DELFRANCE RIBEIRO

20:30 Sala 3 – Barro
TCHIBI + Resultado do Concurso dos Novos 2011

21:00 Sala1 – Fogo
LINO VILLAVENTURA

Serviço:
Dragão Fashion Brasil 2011
Data: 12 a 16 de abril
Local: Centro de Convenções de Fortaleza

Mais Informações:
+ 55 (85) 3261.3656
dragaofashion@dragaofashion.com.br
www.dragaofashion.com.br
www.dfhouse.com.br

sábado, 8 de janeiro de 2011

Vrááá pra vocês!

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E ai pessoas...preparados para mais uma montação básica para o final de semana?

Acontece neste sábado, hoje, 08 de janeiro no Music Box, a segunda edição da Vrá, projeto idealizado pelo nosso querido amigo, dj, promoter, estudante de moda, gato (olha a rasgação...shame on me!) Marcos BDR!

O tema da vez é DEVASSA...isso mesmo...relação com a cerveja de mesmo nome não é mera coincidência...vai ter sorteio de um balde de Cerveja Devassa e rodadas de Tequila José Cuervo pra quem estiver de dress code Sexy Vintage!

E Dress Code é o nosso forte!

Para você que ainda está com dúvidas sobre o que vestir, ou nem sabe o que é dress code e muito menos sexy vintage, o POPUPIT preparou várias dicas para você!

Sexy Vintage

Todo mundo pode pensar que Sexy Vintage tem uma ligação muito estreita com as Pin Ups, e até tem em certo ponto, mas não somente. Vintage quer dizer algo com aparência antiga, mas atemporal, ou seja, você pode usar sempre que quiser, mas claro que fazendo SEMPRE as devidas adaptações ao seu look.

Use o que você quiser, mas lembrando de compor um look Sexy Vintage!

Rendas, cintas-ligas, espartilhos, uma boa maquiagem e um bom batom VERMELHO irão completar a sua montação!

Mas e os meninos?

De Pin Up não rola né! Então acompanhem o editorial para vocês garotos, pois nenhum comentário faremos, já que estamos babando até agora!

Meninas, Carão e PODER!


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Atitude, desafiamos vocês!

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Meninos, Sedução, SUBMISSÃO!

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Preparados?

O POPUPIT vai estar lá esperando pelo seu PODER e sua SUBMISSÃO!

Acompanhem a festa pelo nosso twitter @popupit!


Serviço: Ai gat@s...dá uma olhada no Flyer vai...deixa de ser preguiços@!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

HangOver Fest - Hoje!

Você não está pensando em ficar em casa hoje, está?

Dos mesmos produtores da Constance Party, a HangOver Fest acontece hoje na Boate Capítulo Disco. Em uma das boates mais sofisticadas da cidade, a festa tenta conquistar um público extremamente exigente de boa música, ambiente luxuoso e gente bonita.

Nomes como Julie, Fil, Juh Veras e John.W, djs consagrados na cena local e nacional farão o som da noite que promete ser uma das mais badaladas da cidade.

Não perca toda a cobertura pelo nosso twitter
@popupit!

E pra quem está pensando em ficar em casa hoje....peninha pra você viu, filh@!


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SERVIÇO:
Data: Sábado, 06 de Novembro
Local: Boate Capítulo Disco - ao lado do Mucuripe Club
Ingressos: 20 - Antecipado, 30 - No Local, 50 - Camarote
Pontos de venda: Anjo da Guarda (Shopping Aldeota), Desafinado (Shopping del Paseo) e
http://www.ingressoeaqui.com/
Informações: (85) 8528-2585

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Promoção Relâmpago:POPUPIT!


Resolvemos acompanhar a promoção das Lojas Renner em escolher a melhor cobertura do Ceará Music que você pode ver aqui.
Agora você que fará a cobertura também poderá colaborar com o POPUPIT! e ainda poderá ganhar um cartão presente da gente.

Como?

Basta enviar um texto contando suas experiências no Ceará Music e com as Lojas Renner. A melhor 'matéria' vai ganhar uma post especial aqui no blog e ainda vai levar um cartão presente no valor de R$ 50,00 do POPUPIT! Achou pouco...a gente é pobrinho, tá!

Regulamento

1. Seguir o @popupit e dar RT em qualquer um dos tweets da gente com a hashtag #CearaMusicNews

2. Mandar o texto para o email do blog até o dia 21 de Outubro. Vale fotos e o que você quiser mais.

3. Ser seguidor do Blog POPUPIT!

Agora cooooooooooooorreeee!

Dicas para curtir o Ceará Music! - Parte 2



VISTA-SE CONFORTAVELMENTE

Nada de salto ou tênis de 1 milhão de reais se você for para a pista. Simplesmente seus pés não sobreviverão aos maiores sucessos da banda. Arrume-se, siga seu estilo e seus instintos, mas procure se vestir de forma que possa se movimentar bem e não sinta muito calor (o dia pode estar congelando, mas tenha certeza que no show o frio não ecziste).

ALIMENTE-SE

Parece conselho de mãe, mas, com a ansiedade, ou até mesmo com complicações com a viagem para ver o show, muitos esquecem de se alimentar apropriadamente e poderem ficar sem comer por horas, o que será péssimo, especialmente se o setor for pista. Fãs das atrações do Ceará Music costumam ser eufóricos e, se você quiser aguentar bem a passagem por todos aqueles sucessos que você ama, é melhor comer bem e levar suas barrinhas de cereal. Nem deve ser preciso comentar de que beber água também é importantíssimo, então leve/compre sua garrafinha.

CHEGUE CEDO

Não importa se você tem um lugar exclusivo reservado bem na frente do palco, é sempre bom chegar um pouco mais cedo. Por conta da divisão de setores, da quantidade de shows e também não é necessário madrugar, mas se adiantar pode lhe trazer boas vantagens, como:

* Um bom lugar na fila;

* Evita imprevistos com o trânsito, uma vez que terá tempo de chegar e se acomodar;

* Diversão: é comum um aquecimento com música e boas conversas;

* Amigos e novos colegas de shows;

* Informações úteis, especialmente para os novatos ;

PROTEJA-SE DA CHUVA OU DO SOL

Caso pretenda seguir a dica acima, é bom que se proteja da chuva, a não ser que o local já tenha proteção ou você tenha certeza absoluta de que não choverá (aproveite e mande seu currículo para institutos metereológicos, vamos lá pessoal, só vai ter cearense). Mas não exagere: uma caipirinha de R$2,00 já é bem útil, cabe no bolso, além de ser descartável, facilitando a sua vida. Já se o problema é o sol… O jeito será levar seu filtro solar, óculos escuros, sombrinhas ou qualquer coisa que você julgue prática e evite um possível incômodo, mas como os shows são a noite, ainão tem problema né!

RESPEITE A FILA

Nada mais chato do que você chegar 6 da manhã na fila de um show e uma criatura, que dormiu até tarde e almoçou bem, passar na sua frente por oportunismo. Isso em geral causa discussões feias e, mesmo não ocorrendo nenhuma confusão por conta disso, é bom se organizar para conseguir seu lugar por esforço e respeitar quem está há mais tempo esperando. Dialogue, não brigue.

LEVE DOCUMENTOS

Mesmo a maioria dos locais de shows não possuirem o costume de exigir comprovação de estado de estudante no momento da abertura dos portões, é aconselhável levar seus documentos para evitar transtornos, como pagamento de taxas e proibições, caso seu ingresso tenha alguma condição especial.

PEÇA MÚSICAS EM CONJUNTO

Sempre tem aquela música maravilhosa que fica de fora do setlist por algum motivo. Se você quer que alguma dessas músicas seja tocada, é melhor pedir de alguma maneira convincente e, sem dúvidas, um coro possui grande poder. Que tal discutir com a galera na comunidade e ver com seus amigos qual música poderia ser pedida? Fazer pequenos cartazes ou bilhetes e entregar à banda também pode ser útil.

Aproveite o show, divirta-se, brinque, faça amigos e guarde isso na sua memória com muito carinho. Compartilhe conosco seus registros, suas emoções, suas opiniões sobre as apresentações, e claro, suas dicas: qual outra dica você teria para aproveitar bem os shows do Ceará Music?

Acompanhe toda a cobertura ao vivo aqui no POPUPIT! e no twitter!

domingo, 10 de outubro de 2010

Adivinha?

Um dos maiores festivais de música do Brasil recebe uma das bandas pop mais celebradas do momento e você acha que o Popupit! não estaria preparando nada pra você?
Em parceria com a Renner, o blog vai dar o ingresso da sexta-feira do Ceará Music (que já está em sua décima edição) para um sortudo ou sortuda que entrará totalmente NA FAIXA!
Não se aguenta de antecipação? Pois, respira e lê o regulamento da promoção. É bem simples.
Siga o blog e o twitter do blog (@popupit). A gente vai olhar, viu?

Dê RT no tweet da promoção (que vai estar, claramente, no nosso twitter).

Assegure-se de estar em Fortaleza no dia 15 de outubro. Algumas surpresinhas a mais esperam o ganhador.

Viu como é fácil? Pois é, corre (metaforicamente falando) pro Twitter e participa! O resultado será divulgado dia 14 de outubro, às 15 hrs. Para dar tempo do vencedor se recuperar do susto, entende?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

INVASÃO SUECA + TAXI TAXI!

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POP: Então, começando do princípio, como a Taxi Taxi! teve início, como vocês começaram a tocar juntas e criaram o nome da banda?
Taxi:
Miriam: Nós tocávamos em outra banda anteriormente e Johanna estava trabalhando em algumas canções quando nós tínhamos cerca de 14 anos e decidimos que seria melhor tocar essas músicas por nós mesmas e não com a outra banda da qual fazíamos parte, então as gravamos e as colocamos no MySpace, apenas uma coisa pequena, para mostrarmos aos amigos. E, então, um jornalista sueco percebeu nossas canções e nos contactou. Era uma época em que o MySpace estava crescendo e era meio que novidade para todo mundo. Então esse jornalista gostou da nossa música e perguntou se já havíamos tocado no rádio. Nós tivemos, então, que encontrar um nome para a banda. Um dia, quando abrimos a nossa página no MySpace, um amigo que estava em Nova Iorque nos mandou um postal e havia alguns táxis nele. Nós tínhamos que escolher um nome para a banda, um nome para colocarmos na nossa página do MySpace. E foi assim que escolhemos o nome.

POP: Quando a parceria com Björn (Yttling, da banda Peter, Björn & John) começou?
Taxi:
Miriam: Nós o encontramos em Londres, em um festival de jazz, e ele apareceu em outras apresentações nossas em Estocolmo, daí ele nos mandou uma mensagem perguntando se nós gostaríamos de gravar algo com o material que já tínhamos. Então tivemos de preparar duas ou três músicas para iniciar a gravação e, ao terminarmos essas duas, três músicas, ele começou a perguntar sobre a próxima e a próxima. De repente a gente tinha 6 músicas para gravar. Foi muito divertido. Nós já tínhamos um EP gravado e demorou cerca de uns dois anos para o álbum sair.

POP: E sobre os seus projetos futuros? O que podemos esperar da Taxi Taxi! futuramente?
Taxi:
Johanna: Bem, nós queremos transformar o nosso projeto atual em algo maior, talvez adicionando mais membros à banda ou trabalhando com colaborações. É algo que realmente nos inspira, trabalhar com outros músicos, outras pessoas e ver essas outras perspectivas.

POP: E como vocês descobriram a respeito do Projeto Invasão Sueca?
Taxi:
Johanna: Nós recebemos um e-mail do Alf (produtor), com quem já havíamos nos encontrados em um festival na Dinamarca, e ele nos perguntou se queríamos fazer shows no Brasil. Nós dissemos sim e estamos aqui agora.

POP: Falando um pouco sobre os seus shows no Brasil..
Taxi:

Miriam: Nós tocamos em Recife ontem. Chegamos em Fortaleza hoje de manhã e, antes disso, estávamos em Nova Iorque. Chegamos ao Brasil há 4 dias e, depois daqui, estamos indo para São Paulo.

POP: E como tem sido a experiência de vocês no Brasil? Os locais vistos, as pessoas, a natureza..
Taxi:

Johanna: Tem sido incrível. Estamos adorando o fato de sairmos à noite e tudo estar tão quente. Na Suécia nessa época do ano é muito frio. Tudo tem sido fantástico, o mar é fantástico, ainda não tivemos chance de mergulhar, mas estamos ansiosas para isso. Todos são tão calorosos e simpáticos.
Miriam: Ninguém é tímido aqui. Todos gostam de conversar.

POP: Falando um pouco sobre música, quais são as suas influências musicais e com quais artistas vocês gostariam de colaborar futuramente, da Suécia ou de outras partes do mundo?
Taxi:
Miriam:
É uma pergunta difícil de responder, porque ouvimos tipos muito diferentes de música, o que torna complicado definir o que nos inspira ou o que não nos inspira, porque, na verdade, tudo realmente nos move de alguma maneira, mesmo se a Johanna acha a Beyoncé o máximo (risos). Eu não sei, acho que nós temos tanto gostos similares quanto diferentes. Eu sou bastante ligada em jazz.
Johanna: E eu curto mais Patrick Smith.

POP: Checando a sua página do MySpace, há algo que realmente chama a atenção: no espaço de "influências", vocês as definem como "TUDO". E, ao ouvirmos suas canções, somos capazes de sentir esse sentimento de melancolia doce, como se vocês fossem almas antigas em corpos jovens ou algo do tipo, e nós gostaríamos de saber: além da música, o que as inspira visualmente, que locais ou que momentos as inspiram na hora da produção de sua música?
Taxi:
Johanna:
O momento em que me sinto mais inspirada, quando estou em paz para compor algo, é quando estou na estrada. Você consegue sentir a natureza, você sente que está sendo levado adiante, mas não precisa fazer nada a respeito disso. Você tem apenas que ficar sentado e não se preocupar com nada. Na cidade não se consegue inspiração suficiente porque tudo é sobre o AGORA, sobre o que acontece AGORA ou HOJE. Quando você está imerso na natureza, é como se ela já soubesse sobre tudo o que aconteceu antes de nós.

POP: Bem, assistindo aos seus vídeos, pode-se perceber a presença de colaborações de peso, como o fotógrafo sueco Erik Wåhlström, na composição de sua produção visual. Que imagens vocês acreditam que representam o seu trabalho, que imagens influenciam vocês na criação de suas fotos?
Taxi:

Johanna: Eu realmente aprecio fotografia como uma forma de arte e eu realmente me sinto inspirada por ela, mas não faço artes visuais, embora goste delas..

É que as imagens de seus vídeos e a produção visual de seus EPs e álbum são incríveis. Elas criam imagens de profunda beleza melancólica em que vocês estão sempre cercadas por árvores e por ambientes idílicos, então surge essa curiosidade a respeito de quais fotógrafos ajudam vocês a criarem essa imagem.
Taxi:
Johanna:
Nós conseguimos colaborações muito boas. Trabalhamos com Martina Hoogland Ivanow, que trabalha com diferentes formas de arte. Acho que ela trabalha para marcas de moda também e é realmente trabalhadora, então tivemos muita sorte de trabalhar com ela. Acredito que somos muito seletivas quando o assunto é a maneira que aparecemos. Desde o início não queríamos estar na capa do CD, queríamos uma ilustração ou algo do tipo, mas com as fotos dela, é muito mais fácil, porque elas são arte por si só, então, dessa forma, nós conseguimos lidar com o fato de ficarmos na capa (risos).

POP: Então, vamos passar para o terreno da moda agora. Vocês duas possuem estilos bastante despojados e conseguem fazer com que tudo o que estão usando combine muito bem junto. Mas, como vocês mesmas descrevem o seu estilo?
Taxi:

Johanna: Não penso muito sobre moda. Gosto de vestidos, mas não quero ficar muito feminina, então eu coloco algo para quebrar o fator meio "menininha", como essas botas que estou usando. Essa é a combinação. Normalmente, uso muitos anéis e eles são meio "duros", têm esse tipo de elemento mais seco.
Miriam: Eu realmente não sei. Não tenho ideia (risos). Eu realmente gostos de peças simples, básicas, como essas peças que estou usando agora. Quando tinha 16 anos, realmente gostava de umas calças bem esquisitas, elas eram realmente horríveis quando penso nelas agora (como eu podia ter usado isso?). Elas eram de cor marrom, feitas de veludo, calças marrom de veludo e elas tinham uns pelos macios no fim. Mas, agora, esses shorts são a minha peça favorita e eu os uso o tempo todo e combino com tudo.

POP: Vocês têm uma marca favorita, embora sejam mais afastadas do mundo da moda?
Taxi:

Johanna: Eu não tenho uma marca favorita, mas nós tocamos para essa marca sueca chamada Whyred na Semana de Moda de Estocolmo (elas tocaram para a marca na edição Ready-to-Wear da Semana de Moda de Estocolmo, que aconteceu em agosto desse ano) . Nós perguntamos se podíamos tocar no fashion show da marca e eles concordaram, então, nós conseguimos roupas a partir daí (risos). Eu realmente gosto das peças, são casacos básicos, planos e eu realmente os curto.
Miriam: Bem, eu não tenho nenhuma, pois eu compro roupas que são estranhas (risos).

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Fotos - Tina PauloFotos - Fernando Sant'anna*Agradecimentos para a Gabi e o André, do Órbita Bar, que nos disponibilizaram o espaço para as entrevistas e facilitaram demais o nosso contato com as meninas, para Alf Olofsson, que foi super disponível e prático na hora de marcar as entrevistas, para as meninas das bandas, por, apesar de cansadas, cederem seu tempo para falarem conosco e, claro, para os nossos fotógrafos (e amigos) Tina Paulo e Fernando Sant'anna, sempre dispostos a pular junto da gente nas nossas empreitadas de última hora.*

INVASÃO SUECA + ANNA VON HAUSSWOLFF

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POP: Seu pai (Carl Michael von Hausswolff) é um renomado artista, visual e sonoro. A presença dele influenciou a sua produção musical e seu processo criativo?
Anna:
Não em minha arte, porque isso é algo que estive desenvolvendo comigo mesma. Eu não cresci com meu pai. Mas, claro, ele me influenciou como uma pessoa cultural. Ele é muito ativo no mundo das artes e isso me deu um empurrão também, mas eu e meu projeto, é o meu próprio universo que estive aprimorando através dos meus amigos, da minha geração e do meu trabalho. Ele faz parte das muitas influências que tenho, mas, claro, ele é meu pai e eu o amo.

POP: Você já esteve envolvida em outros projetos antes de estrear em carreira solo?
Anna:
Antes do meu projeto solo, eu toquei em uma banda, nós não tínhamos um nome e nem havíamos tocado em um estúdio. Nós éramos uma banda, mas não existíamos para a mídia ou para o público. Éramos uma banda, tínhamos ensaios, mas, infelizmente, nos separamos. Mas isso me fez crescer, porque tive de fazer as coisas sozinha a partir daquele momento, sem ter que me comprometer, sem ter que pedir a permissão de ninguém. Eu me rebelei na minha própria forma de pensar. Diz muito a respeito de fazer os meus próprios limites desaparecerem.

POP: Você falou um pouco sobre estar em uma banda e ir em uma nova direção, voltando-se para um novo projeto, nesse caso, a sua carreira solo. Que tipos de projetos você gostaria de estabelecer no futuro?
Anna:
Agora estou focada na minha carreira solo, é nisso em que acredito no momento, mas eu posso mudar minha cabeça em uns dois anos, não sei. Mas é nisso em que acredito agora.

POP: E como você descobriu sobre o Projeto Invasão Sueca?
Anna:
Eu o descobri a partir da agência responsável pelos contratos dos meus shows. Eles perguntaram se eu queria fazer parte desse projeto, de ir ao Brasil e me apresentar para uma plateia completamente nova, dona de uma cultura com a qual nunca tive contato e também de conhecer outras bandas suecas fantásticas. Eu não podia dizer "não" a isso, mas não conhecia nada a respeito do projeto antes desse primeiro contato.

POP: Em quais cidades você tocou antes de chegar em Fortaleza? Alguma cidade favorita?
Anna:
Não tenho uma cidade favorita, na verdade, muito tem a ver com o sentimento contido em cada plateia. É difícil dizer, acho que não consigo responder essa pergunta (risos).

POP: E como tem sido a sua experiência no Brasil?
Anna:
As pessoas aqui parecem muito calorosas e confortáveis consigo mesmas. Você não precisa se preocupar com cada palavra que você diz, as pessoas são muito espontâneas e têm a mente aberta, o que me afeta e me faz tentar ser uma pessoa com a mente mais aberta também. Também nunca vi esse tipo de natureza antes e isso faz com que eu tenha raiva de mim mesma, faz com que eu me prenda em minha própria cabeça. Quando eu vejo vocês, vejo o lugar onde vivem, eu me volto para mim e vejo a Suécia e Copenhague, sinto esse sentimento melancólico e nostálgico. As pessoas são tão felizes e receptivas, elas dançam e cantam comigo e sentir essa melancolia me deixa pra baixo.

POP: Falando um pouco de influências, de quais artistas e músicas você gosta mais?
Anna:
Há sempre novos artistas chegando até mim dos quais eu gosto. Mas existem alguns artistas em particular aos quais eu tenho tendência a voltar quando eu sinto que estou me perdendo. São artistas com os quais eu tenho uma história, uma história que eu não possuo com artistas novos que eu encontro o tempo todo, e com os quais eu cresci: Patrick Smith, PJ Harvey e Radiohead, Thom Yorke. Grandes artistas, na verdade.

POP: E sobre as suas músicas, para qual público você toca ou qual público você pretende atingir com as suas músicas?
Anna:
Acredito que todos devem ser capazes de ouvir minha músicas, em níveis diferentes. Quero dizer, alguns amam, alguns odeiam. Mas é incrível descobrir essas pessoas que conseguem se conectar com os sentimentos que eu possuo em minha alma, mas, esse é o meu mundo, as pessoas devem construir o seu próprio mundo através da minha música, algo que eu não conheço. As pessoas veem coisas que eu não vejo. Por isso, não posso estabelecer um tipo específico de pessoa ou de plateia, porque, mesmo se eu dissesse uma determinada audiência, mesmo dentre as pessoas dela existiriam milhares de diferentes mundos musicais, então não posso categorizar as plateias.

POP: Quando você está sozinha, apenas você e seus instrumentos, para quais lugares e mundos você vai para produzir a sua música, que se apresenta de uma forma tão emocional e instigante?
Anna:
Começa com um sentimento que eu talvez não seja capaz de expressar em palavras ou que talvez eu seja capaz de expressar em palavras, mas não cresceu em mim ainda, então eu tento chegar até esses sentimentos e, quando o momento é propício, eu vou ao piano e eles estarão lá. Com a ajuda do meu piano e da minha voz, tento alcançar essas emoções, quero dizer, depende de qual dia eu estou, se esse sentimento permanecesse o mesmo o tempo inteiro, eu estaria aprisionada em minha forma de pensar conservadora e tradicional, então é como uma pequena semente que está crescendo dentro de mim e fica cada vez maior e maior. Então, quanto mais eu toco, mais raízes a minha música ganha. Você pode ver minhas canções como árvores que crescem através de mim.

POP: Você é uma pessoa muito inspirada, que escolheu a música como uma maneira de se expressar para o mundo. Para um músico a imagem ajuda a construir a forma como o artista quer ser percebido pelas audiências que quer atingir. As suas fotos e as suas imagens são muito bem produzidas. Com que tipo de artistas você trabalha para que eles ajudem a criar a sua imagem musical?
Anna:
Eu sempre trabalho com pessoas que conheço, porque sei que elas me conhecem e entendem exatamente como penso. Há uma complexidade dentro de mim, como em qualquer pessoa nesse mundo, que apenas pessoas próximas podem capturar e transmitir da forma mais simples possível, de uma forma que ninguém mais pode. Tenho que trabalhar com pessoas com quem eu me sinta confortável. Quero sair com ele ou ela e tomar uma xícara de café por duas horas e, se não houver uma ligação, nós não trabalhamos. Mesmo se essa pessoa for a melhor na área, eu não poderei continuar, porque o resultado final será apenas dela, não terá meu trabalho nele. E isso é uma cooperação, uma troca. Não tenho uma imagem típica, uma única maneira de agir, depende de cada indivíduo com quem eu trabalho e eu gosto de ouvir o que eles têm a dizer, sentir o que sentem.

POP: Vamos falar um pouco sobre moda, que também é uma forma de expressão. O seu estilo é bem clean e cuidadoso. Que tipos de roupas você gosta de usar?
Anna:
Quando estou tocando ao vivo em uma apresentação, ou talvez sempre, eu acho, gosto de roupas que simbolizem algo ou que me lembrem de algo. Essa blusa que estou usando eu ganhei do meu namorado na Dinamarca e é de uma cadeia de lojas de Estocolmo. Não sou fashionista, gosto de usar peças que façam com que eu me sinta confortável. E gosto também de um pouco de humor.
¨Fotos - Tina PauloFotos - Fernando Sant'anna