sábado, 20 de março de 2010
Golden Girl - Órbita
The Rocky Horror Picture Party!

Nós, como integrantes de um blog de street fashion, não poderíamos deixar de ressaltar a presença do dresscode para adentrar nesse mundo de deleites alucinógenos e sanguinolentos. Para representar o espírito vanguardista do hiperssexuado Frank-N-Further, os convidados dessa festa maluca terão de vir como rockers.

E que tal uma música pra te deixar no clima da festa? Misturando o space pop psicodélico de Lady Gaga e as guitarras eletrizantes do Muse, esse mash-up de Bad Romance e Time Is Running Out promete mexer o esqueleto de qualquer um!quarta-feira, 17 de março de 2010
Raíssa Reloaded - Acervo Imaginário
sábado, 13 de março de 2010
The Future is Now
Chegou a hora de olharmos para o futuro. Numa constante busca pelo novo e pela diferenciação, a moda, aliada a outras áreas do conhecimento, propõe maneiras renovadas de se entender a indumentária e volta-se à pesquisa de novos materiais para constituir a sua materialidade. Voltam-se as atenções para a forma, o volume e a textura dos materiais, que, mais do que nunca, aliam-se de forma sinérgica na construção de uma roupa que, antes de representar uma proteção, é um conceito, uma ideia lançada em meio a um mundo que exige sempre novidades.Objetivando a geração de uma vestimenta “inteligente”, que atrai o olhar e gera discussão, duas artistas quiseram mostrar mais do que uma ideia inovadora, mas uma proposta a ser considerada, transformando a moda em veículo de reflexão.
Participante da 2ª temporada do programa Project Runway, Diana Eng (que parece uma Betty Suarez asiática, sem querer ofender) é uma verdadeira fashion geek, uma designer de moda especializada em tecnologia, matemática e ciências, que cria peças em que a moda interage com áreas do conhecimento científico, formando um estilo bem pessoal de criação.
Sempre buscando novas “invenções”, lançou o livro Fashion Geek, em que transforma tecnologia do dia-a-dia, como ipods e fones de ouvido, em peças de vestuário, numa reutilização dos produtos cotidianos e, recentemente, realizou o Fairytale Fashion Show, um projeto bem interessante, em que tecnologia e moda unem-se para transformar o fantástico em realidade.
FAIRYTALE FASHION SHOWCom o objetivo de criar roupas mágicas usando tecnologia e ciências, o projeto começou em outubro do ano passado e contou com a interatividade e a participação dos usuários da Internet durante a sua execução. As pesquisas e o desenvolvimento da coleção, desde a coleta de referências até a produção (e teste) das peças, foram transmitidas online, pelo site fairytalefashion.org. Cada processo de pensamento sobre a produção das peças era contado em um episódio online e depois as pessoas podiam contribuir, mandando sugestões a respeito de como achariam mais interessante o uso de cada tecnologia em uma roupa, através de comentários na página. Dessa forma, buscava-se o uso da mídia Internet como ferramenta educacional para mostrar ciências, matemática e tecnologia através da moda.

Ocorrido no dia 24 de fevereiro desse ano, o evento foi concretizado em apoio com a Eyebeam Art (que, inclusive, cedeu o espaço para a realização do desfile). A mistura entre dois mundos aparentemente desconexos, como moda e engenharia mecânica, acabou por resultar em uma combinação perfeita, expressa em roupas que parecem estar vivas e cuja tecnologia nelas manufaturada lhes confere um ar sublime e onírico, como se fossem, enfim, roupas de fadas. Vestidos que inflam, luzes que brilham como cascatas em tecidos, saias flutuantes feitas de balões, tudo constrói um espetáculo que une a moda à ciência em busca da criação de peças únicas. 
Fotos do desfile e das peças produzidas (autoria de See-Ming Lee)













Abaixo, a Circuit Bending Orchestra, que contribuiu para criar o clima de fantasia do desfile, criando sons a partir de uma máquina de costura modificada. 
A proposta do Fairytale Fashion Show é fantástica e também necessária, visto que a moda, inserida dentro de um discurso social, tem em sua função a proposta de novos valores e de novos estilos de vida, refletindo o pensamento histórico e social em que se insere. Além disso, é um sopro de novidade e de inventividade no universo fashion, capaz de levar um pouco de sonho à realidade de nossas vidas. 
¨
Um projeto que teve um resultado belíssimo e usável. Com o objetivo de, através da luz, criar uma moda transformadora e inovadora, a artista implantou duas dúzias de lâmpadas LEDs, usadas em produtos de microeletrônica (por sinal, também matéria-prima das criações de Eng), em três vestidos e um cachecol de tricô. O produto final é repleto de delicadeza, exalando uma aura etérea e misteriosa, além de ser impactante visualmente.


DANDELION
Unindo moda, design inovador e consciência ambiental, Huang, em parceira com Jennifer Kay, criou uma peça que, se não é fácil de ser usada no cotidiano, é uma pequena obra de arte, não só bonita, mas também sustentável. As lâmpadas LEDs que adornam a peça são alimentadas pela energia gerada por ela mesma (!), através dos ventiladores ligados a circuitos que transformam o vento capturado em eleticidade, podendo, inclusive, carregar baterias de celulares (ok, não é prático, mas a ideia é válida).
Inspirado pelas mudanças climáticas, o aparelho é formado por mais de 90% de material reaproveitado, tornando-se uma peça altamente voltada ao tema do desperdício e do reaproveitamento de material. Proposta bem legal.


E, pra finalizar, uma "novidade" de 2007. Achei incrível o estilo desse vestido pensado pela Philips e que expressa as emoções sentidas pelo usuário (nesse caso, somente usuária) através de cores geradas por ele. Para realizar isso, o item é composto de duas camadas: a interna, formada por sensores biométricos, capta mudanças físicas, como quantidade de suor e o calor do corpo, e a externa, têxtil, que projeta essas mudanças em cores diversas. Seria uma forma bem útil de fazer com que os homens pudessem finalmente entender o que suas parceiras estão sentindo. Se, pelo menos, eles conseguissem convencê-las a usarem a mesma (espalhafatosa) roupa todos os dias...
Até imagino uma pessoa que conseguiria usar essa roupa em um evento ou em uma entrevista. Mas fico imaginando os tipos de emoções que seriam expressas.
::Com sapato Alexander Mcqueen SS2010 para fazer uma homenagem ao brilhante designer que nos deixou recentemente.::
sexta-feira, 12 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Flower Power - Acervo Imaginário
terça-feira, 9 de março de 2010
oVerdose
A V Magazine#64 está com uns editoriais tão legais que fiquei em dúvida qual seria mais interessante mostrar no blog. Há uma pluralidade tão grande de estilos, abordagens e assuntos contidos nessas imagens, que decidi botar 04 photo shoots que não podia deixar passar. Senta na frente do computador e dá uma olhada nas fotos, vai ser uma viagem longa, mas divertida.¨
Bem, a Kirsten Dunst é a cover da V#64, mas achei essas fotos tão impactantes que achei mais interessante colocá-las em primeiro lugar. O photo shoot, intitulado de "Mirror Mirror" é uma criativa denúncia aos exageros da cirurgia plástica na sociedade moderna. Em busca de uma juventude alardeada pelos meios midiáticos, mulheres, principalmente, submetem-se a métodos cirúrgicos para atingir um ideal de beleza que, muitas vezes, é distorcido e excludente. Algumas precipitam-se de tal forma nessa prática que se tornam verdadeiros seres de outra dimensão, negando seus traços naturais e a beleza de seu próprio envelhecimento. Negam a si próprias. Ou vai dizer que a Donatella Versace hoje é uma beldade com aquela boca maior que o próprio rosto, que é quase laranja, por sinal?Contando com as modelos Dree Hemingway, Eniko Mihalik, Raquel Zimmermann, Angela Lindvall e Anja Rubik, o ensaio, com fotos do duo hype de fotógrafos Inez e Vinoodh, acaba também, de uma maneira desproposital, explicitando outro grande problema que tem como maiores vítimas, também, as mulheres: a magreza excessiva, conseqüência de distúrbios alimentares. Não consigo deixar de olhar pros braços super finos e as costelas querendo aparecer das moças.




Nós já vimos uma faceta bem diferente da Kirsten Dunst aqui no blog, em que ela aparece como uma cosplay enlouquecida pelas ruas de Tóquio. Agora, nesse editorial, a atriz exibe uma imagem mais clássica e vintage, em que parece prestar uma homenagem às grandes estrelas da Era de Ouro de Hollywood. As fotos em P&B são as que mais me agradaram, devo admitir, porque evocam uma aura à la Marlene Dietrich.

A modelo iniciante Emma Dumont (vencedora de um concurso da V para encontrar novas modelos) tem sua estreia já em grande estilo. Encarnando a sempre extravagante e debochada Lady Gaga em uma turnê pelo mundo, abusa de cores, silhuetas diferenciadas e cabelos monumentais. A brincadeira com as polêmicas sempre planejadas da nova estrela do pop fica bem explicitada com a 1ª foto do ensaio, uma divertida citação ao encontro, o qual ocorreu de verdade, entre a cantora e a Rainha Elizabeth. As fotos são de Richard Burbridge.




Estrelando a modelo Liu Wen (que é chinesa, apesar do editorial ter inspiração no Japão), o photo shoot celebra o punk pegando o street style dos jovens nipônicos como referência para criações que também bebem da fonte do gótico e do vitoriano, além de ter uns ares levemente sadomasoquistas. Com fotos de Jinas Akerlund, a modelo encarna uma espécie de Gothic Lolita mais madura e obscura, em que o preto surge como a cor dominante (realçando as poses de Liu Wen e tornando o ensaio mais impactante visualmente), espalhando-se em ombros bem marcados, tachas e coturnos. O vestuário "pesado" é suavizado pela presença de rendas e babados, tornando o visual mais romântico e mais próximo da pegada vitoriana e gótica propostas. Gostei dessa nova abordagem na moda produzida no Japão, fugindo do excesso de cores vibrantes e de mix de estampas "fofinhas", os quais estamos acostumados a ver quando se trata das roupas da galera japonesa.