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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Dos livros para as telas!

Duas grandes obras literárias de autores japoneses ganharam versões cinematográficas a serem lançadas na segunda metade de 2010. Com tramas diferentes, mas que chamam a atenção pela delicadeza e pela humanidade em que são escritas, as estórias a seguir mostram a força da produção cultural nipônica em um território que vai muito além dos olhos grandes e brilhantes dos populares animes.
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Adaptação do premiado livro "Never Let Me Go", do autor japonês, radicado em Londres, Kazuo Ishiguro, o filme, que tem direção de Mark Romanek, promete chamar a atenção internacional pelos nomes de peso que dele participam: a atriz Keira Knightley e a nova promessa do cinema britânico, Carey Mulligan, que atuou em An Education. Mistura de ficção científico e drama, a obra é um pungente retrato do relacionamento de três amigos que buscam refazer as memórias de seu misterioso passado, vivido na escola Hailsham, em uma Inglaterra distópica. Com uma trama que envolve temas diversos, desde a descoberta de suas origens à clonagem, o livro parece uma escolha acertada para a tela grande e o time de estrelas vai garantir que, pelo menos, ele tenha uma divulgação forte nas salas de cinema internacionais. Torcendo para ver essa narrativa tão premiada logo. ::Site do filme::
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Com expectativas para estrear no outono desse ano, o filme "Norwegian Wood" é a adaptação da obra homônima de Haruki Murakami, que foi lançada em 1987 e se tornou um grande sucesso literário na terra do Sol Nascente.
Tirando seu nome de uma música dos Beatles, o livro é uma representação delicada e sincera da juventude japonesa na década de 60, um retrato de uma época de descoberta e de luta contra a ordem social estabelecida, em que o jovem Toru, protagonista da obra, vê-se dividido entre dois amores: a introvertida e bela Naoko e a carismática e espontânea Midori. Estória marcada pela nostalgia e pelo sofrimento, a dúvida a respeito do destino dos personagens marca a trama.
Na película (totalmente Made in Japan), Naoko será interpretada pela atriz Rinko Kikuchi, já conhecida no cinema internacional pelos seus papéis em Babel e em Brothers Bloom e Midori, pela modelo Kiko Mizuhara. Pelos stills já liberados, a fotografia do filme será bastante primorosa e ajudará a expressar a atmosfera lânguida de amor juvenil que a obra literária constrói. Grandes expectativas para esse filme. ¨
Só um model radar, pra finalizar: Kiko Mizuhara já é uma modelo bastante popular no Japão e modela excluvisamente para as revistas teen Seventeen e ViVi, além de já ter aparecido em campanhas de diversas marcas na Terra dos Cavaleiros do Zodíaco. A moça tem 20 anos e nasceu no Texas, mas mudou-se com apenas um ano para o Japão. A sua estreia no cinema será exatamente em Norwegian Wood, o que garantirá uma divulgação muito maior para a sua carreira.E pra mostrar o sucesso que promete seguir a moça a partir de então, ela ganhou a capa da NYLON Japan de agosto, toda trabalhada no navy + indie!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Pra inspirar.. Filme "BANDAGE" (2010)

Como entusiasta do cinema japonês (e da cultura japonesa em geral) e fã de indie rock (desculpa, tou soando a cara do metido agora), logo fiquei curioso quando vi o trailer desse filme.
Dirigido por Takeshi Kobayashi e produzido (e escrito) por Shunji Iwai, BANDAGE trata da formação e da ascensão de uma banda de indie rock japonesa nos anos 90. O grupo, chamado LANDS, encontra a fama, mas com ela seguem os típicos efeitos negativos, como desavenças entre os integrantes devido a ego. OK, típico clichê de filme com “banda anônima atinge a fama”, mas é legal ver esse parâmetro estendido para além do cinema ocidental, principalmente porque nunca se sabe o que deve ser esperado nas produções asiáticas. O visual caprichado e moderninho, pelo menos, já é um atrativo. Além disso, a parceria Kobayashi/Iwai está longe de ser clichê. O filme anterior deles, “All About Lily Chou Chou” é um retrato comovente e intenso de uma juventude japonesa cerceada pela violência que surge nas próprias escolas, em que alunos são verdadeiros algozes uns dos outros e a vida parece não ter qualquer expectativa. Cercada pela solidão e distância trazida pelas novas tecnologias, a angústia dos protagonistas é aliviada pelas letras melancólicas da misteriosa e etérea cantora Lily Chou Chou (a cantora Salyu na vida real), cuja influência indireta permanece por todo o filme. Assisti semana retrasada e fiquei de queixo caído com a beleza da película.E dois vídeos do Youtube! O primeiro é o trailer do BANDAGE e o segundo, uma música do filme "All About Lily Chou-Chou", cantada pela Salyu
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Desde que vi o trailer desse filme, estive bastante ansioso em assisti-lo. Talvez porque alguns ecos de “Os Excêntricos Tenenbaums”, de Wes Anderson, parecem exalar dele, não sei.
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Gosto por demais...
Segundo filme de Rian Johnson, diretor do noir teen (existe um gênero assim?) Brick, (com Joseph Gordon-Levitt), que lhe deu fama no circuito cinematográfico, The Brothers Bloom (Os Vigaristas nos cinemas nacionais) em nada lembra o clima violento e obscuro da película anterior de Johnson, sendo uma barulhenta comédia/drama com boas doses de ação e de aventura. Conta a história de dois irmãos trapaceiros que vivem de golpes aplicados em milionárias solitárias. Ao conhecerem a excêntrica e isolada (pré-requisito para levar um golpe) herdeira Penelope Stamp, decidem realizar uma última falcatrua. Porém, as coisas não saem como os dois larápios haviam planejado. Bem, o resumo do filme acaba por aí, já que eu ainda não assisti e não quis estragar nada com spoilers.
Contando com Adrien Brody e Mark Ruffalo como os irmãos do título e a belíssima Rachel Weisz como Penelope, o filme promete bons momentos de diversão na frente da telona ou da telinha. Só no trailer já dá pra se perceber (muitas) explosões, trapalhadas e tiradas cômicas. Admito que também me empolguei com a presença da Rinko Kikuchi (sempre tem que ter Ásia no meio, desculpe!) no filme, como a “parceira de crimes” da dupla de irmãos, chamada de Bang-Bang, uma violenta especialista em explosivos, que não perde tempo dialogando e prefere resolver as coisas na violência mesmo. Pra finalizar, o visual do filme é um super ponto a favor. As locações da República Tcheca, onde a maioria do filme foi gravada, são belíssimas e a fotografia do filme não deixa a desejar, com seu espírito meio Bande À Part, do Jean-Luc Godard. Os fashionistas podem esperar um guarda-roupa vintage a dar na vista, com muita alfaiataria, chapéus-coco, trench coats, fur coats, luvas de pelica e todo o vestuário de uma Europa que oscila indefinida entre os anos 40 e 60 (note também a combinação entre o preto e cores quentes, como amarelo, vermelho e laranja). Só pra se dar uma ideia do porquê o visual do filme é tão característico, o diretor buscou inspiração nos filmes de Federico Fellini para dar o tom estilístico da película. Ficadica, então.
E o trailer do filme, claro: